Pintura no Antigo Egito

Pintura no Antigo Egito

A arte no antigo Egito não existia como conhecemos hoje, era realizada por artesãos muito habilidosos, usada para religião e magia. Seus símbolos e funções revelam as crenças dos egípcios sobre o mundo e suas tentativas de entender e se relacionar com ele. No contexto social e religioso egípcio, as obras de arte desempenharam um papel prático. Os egípcios também acreditavam que viveriam através dessas imagens. Da mesma forma, as estátuas egípcias colocadas em seus túmulos e templos serviram como depósitos físicos para os representantes espirituais e materiais de pessoas importantes e veneráveis. Através do ritual de “abrir a boca”,  Anúbis que possui a cabeça de um cachorro representa um amigo fiel que conduz a alma para caminho da divindade. Os Reis e Rainhas eram considerados Deuses na terra e assim continuariam em outro plano, mesmo após a morte na Terra. A diferença fundamental entre um ser comum e uma estátua era que a “obra de arte” estava destinada a viver eternamente. A beleza estética, o excelente acabamento e o material de escolha aumentaram a potência das obras de arte para os antigos egípcios. Para eles, todos fazemos parte do universo, e tudo é realizado para o universo.

Dentre as tumbas encontradas,  destacamos pela pintura a da Rainha Nefertari, seu nome significa a mais bela entre as belas, era casada com Faraó Ramsés II. Sua Tumba está localizada no vale das rainhas. As pinturas têm grande significado, mostram a Rainha sendo introduzida por várias divindades no reino de Osíris.

Este retrato de Ramsés llI, elegantemente vestido, aparece perto da entrada de seu túmulo no Vale dos Reis. Pintura marcada pelo grande número de meios mágicos de proteção sobre o traje de Ramsés lll, como os falcões na cabeça e no cinto, e as cobras no manto e bracelete. A posição em que foi desenhado indica que está convocando os deuses.

Retrato de Ramesses lll

A arte Egípcia era cuidadosamente pensada em seus detalhes, a vida colocada nas paredes marca o  legado de cada Rei ou Rainha para as gerações futuras, em outros momentos se retrata a vida de forma simples, no cotidiano obedecendo a ordem do universo, tudo conforme a ordem cósmica seguindo o curso correto. A quem diga que os artistas que na época eram somente artesãos, não possuíam liberdade para criar, eram conceitos e padrões já existentes e pré determinados e  que deveriam ser seguidos. Mas é justo defender como os egípcios pensavam antes de diminuir sua arte, sua forma de expressar era consciente, clara e objetiva. Nós nascemos, crescemos, realizamos nossos feitos de acordo com nosso destino, deixando marcas  e depois morremos nesse mundo deixando algo para trás, que teremos que apresentar diante dos Deuses, pesando o coração para saber se somos dignos ou não de estar junto com os espíritos mais elevados. Esse era todo o propósito do religioso egípcio, todos fazendo parte da engrenagem do universo, não seres soltos, perdidos no mundo.

Então, quando olho para a arte egípcia tanto na pintura como na escultura penso primeiro o quê e como pensavam naquela época, o que era fundamental? Depois reflito se faz sentido ainda hoje pensar assim na nossa realidade, depois comparo com o que os conhecedores de arte pensam sobre esse mesmo tema, seguido do que posso aprender e efetuar em minha vida e por último e a melhor parte, aprecio novamente…

Elaborado por: Fernanda Rocha – Galeria 419

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