Construtivismo na arte, aproximação entre arte tradicional e o Design Gráfico

Construtivismo na arte, aproximação entre arte tradicional e o Design Gráfico

O Construtivismo foi um movimento de vanguarda lançado em Moscovo, pouco depois da Revolução soviética, por artistas como Vladimir Tatlin, Alexander RodchenkoEl Lissitzky e Naum Gabo.

Para os Construtivistas a pintura e a escultura eram pensadas como construções – e não como representações -, guardando proximidade com a arquitectura em termos de materiais, procedimentos e objectivos.

O termo liga-se directamente ao movimento de vanguarda russa e a um artigo do crítico N. Punin, de 1913, sobre os relevos tridimensionais de Vladimir Evgrafovic Tatlin (1885-1953).

As propostas deste grupo chegaram à Alemanha da época da Bauhaus no início dos anos vinte — influenciando o Urbanismo, a Arquitectura, o Design e as Artes visuais.

O Construtivismo começou como um movimento escultórico derivado da colagem, evoluindo para objectos tridimensionais, utilizando o ferro, a madeira, o vidro, arame de aço, etc.

Estes objectos acentuam a noção de estrutura e movimento no espaço, por meio de tensões e equilíbrios em detrimento de massas sólidas e estáticas. O termo Construtivismo surge pela primeira vez em Janeiro de 1922, num catálogo para uma exposição no Café dos Poetas em Moscovo, onde se afirmava que “todos os artistas devem ser operários, a fábrica é o local onde se cria e constrói a verdadeira vida”.

O conceito tradicional de uma arte académica deveria ser abandonado, e em vez disso, a arte deveria estar ligada à produção fabril, à industria e à nova ordem social e política.

O “Artista novo” devia abandonar as Belas-Artes, meramente contemplativas, pequeno-burguesas e reaccionárias e tornar-se um artista activo e interveniente no contexto social e da produção industrial (no sentido actual, designer industrial).

Os Construtivistas eram apologistas da anti-Arte, criticando os métodos académicos e evitavam utilizar os suportes e as técnicas tradicionais: a tela e os óleos e a pintura de cavalete.

Inovaram radicalmente a propaganda/publicidade, a colagem, a tipografia,a fotografia e a fotomontagem, a cerâmica, o desenho de têxteis, a moda, o cinema, o teatro, etc., — e mais tarde o design, a arquitectura e o urbanismo.

Os objectos artísticos seriam construídos a partir de materiais preexistentes, (préfabricação) e utilizando de modo conjugado todas as técnicas disponíveis na criação de novas sínteses e aplicáveis a todos os domínios, quer da produção, quer da vida humana, para a realização de uma nova sociedade e de uma nova realidade construída.

O seu ideal era colocar a sua arte em produção, visando a satisfação das necessidades humanas básicas, através da definição científica e técnica dos seus requisitos, quantificados de modo objectivo.

No Brasil

Um construtivismo «atrasado» originou-se no Rio de Janeiro e em São Paulo — sob a denominação de Concretismo, logo seguido pelo Neo-concretismo, na década de 1950.

Exposição em Serralves, 1999

A exposição do Museu Serralves — 17 Set – 25 Dez 1999 — reuniu algumas das mais significativas obras gráfica e fotográfica de um dos artistas mais relevantes das vanguardas russas do princípio do século, que muito contribuiu para a arte abstracta dos anos 20. A exposição incidiu sobre o trabalho que Lissitzky desenvolveu em numerosos suportes (incluindo a fotografia, a fotomontagem, o design de exposições, livros, portfolios e revistas), desde finais dos anos vinte, quando iniciou o Abstract Cabinet, até 1941, quando morreu em Moscovo.

Foi dada especial atenção à intensa colaboração com fotógrafos, designers e realizadores de cinema alemães e soviéticos, que influenciaram o seu percurso.

Esta exposição foi organizada pelo Sprengel Museum de Hannover (Alemanha), e co-produzida pelo MACBA (Museu de Arte Contemporânea de Barcelona) e pela Fundação de Serralves. Comissária: Margarita Tupitsyn.

http://tipografos.net/designers/construtivistas.html

 

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