Cleópatra, a verdade?

Essa história é digna de um série de TV, a grosso modo tudo que ouvimos é que era uma linda mulher, sedutora, fútil e que conquistou o coração de Júlio Cesar e Marco Antônio.

No entanto, quanto mais se investiga sobre a vida de Cleopatra VII, mais descobrimos sobre ela. Como é mesmo o ditado? A verdade sempre aparece…

Muito do que sabemos sobre ela foi contada pelos historiadores Romanos, que de nenhuma forma eram simpatizantes dessa mulher.

Vamos voltar um pouco no tempo, é de consenso que ela era descendente da Dinastia Ptolemaica, ou seja, de origem grega-macedônica, seu ancestral Ptolomeu era general de Alexandre o grande, depois de sua morte, Ptolomeu assumiu o Egito.


Nascida em 69 a.C, séculos depois do primeiro reinado da família, muitos questionam sobre a negritude de Cleópatra, o que não é descartado, mas também é sabido que a prática incestuosa entre familiares era comum para manter o sangue da família.

Então, até que se prove ao contrário ou que encontrem o crânio de Cleópatra para fazer um estudo sobre sua real aparência, não podemos afirmar nada ainda. O que temos segundo pesquisadores é que este é o rosto mais próximo de Cleópatra baseado em bustos e moedas da época.

Ainda para fortalecer essa tese, o escritor Plutarco que viveu mais próximo aquele período, escreve em seus relatos baseados em pesquisas, que Cleópatra não destoava de nenhuma outra mulher, os homens não se viravam quando ela passava, mas que seu charme provinha de sua voz, inteligência e uma certa atmosfera mágica.

Antes de sequer imaginar se relacionar com Júlio César, Cleópatra havia sido criada e preparada para SER RAINHA, obteve uma educação privilegiada, falava até nove idiomas, estudou filosofia, alquimia, matemática, e foi a única entre seus antecessores que se preocupou em aprender a falar egípcio.


Cresceu em uma atmosfera insana de conspirações, morte de familiares e guerras internas.
Seu pai devia um quantia gigantesca à Roma, o Império Egípcio já havia perdido muito de seu poderio.

Quando seu Pai morreu ela tinha 18 anos e por ser mulher deveria governar com uma figura masculina, no caso seu irmão de 10 anos. Logo que assumiu, um enorme desafio surgiu, parece que os Deuses quiseram testar a capacidade da jovem rainha.

O rio nilo, o pilar principal da fartura e riqueza do Egito falhou, assim sendo o fornecimento de alimento para o próprio povo e o comércio desses produtos estavam fortemente abalados. Quando seus conselheiros lhe disseram para que ela desse prioridade ao comércio, ela assegurou por meio de decretos o suprimento de alimentos para o povo.

Para Cleópatra o apoio do povo era fundamental, tanto, que além de adorar os Deuses EGÍPCIOS, ela se tornou um deles.
Ela transportou as crenças do seu povo para ela mesma, como a reencarnação da Deusa Ísis, a mulher mágica, mãe, e protetora do Egito. Pela crença egípcia os faraós eram os Deuses na terra, escolhidos para governar por eles.
O Mentor de seu irmão se ocupava de afastar Cleópatra do comando o quanto antes, o que resultou no exílio dela, enquanto isso Júlio César chegava “sutilmente” como um bloco de concreto caindo de 10 metros de altura em Alexandria para cobrar as dívidas do Egito. Cleópatra reunia tropas para conflitar com seu irmão e recuperar seu trono.

A chegada de César deu a jovem uma oportunidade de talvez mudar sua situação. Sabendo que César não era simpatizante de seu irmão e de seu conselheiro, havia uma pequena chance.

É exatamente neste momento da história que supostamente ela teria se enrolado em um tapete a ao desenrolar apareceu para ele. Na verdade não foi bem assim, ao que parece ela se escondeu em uma saco de roupas de cama para entrar nos aposentos de César sem ser vista e ter uma audiência com ele.

Cesar tinha 51 anos quando conheceu Cleópatra, diante daquela situação encarou como uma atitude ousada e corajosa daquela jovem, não sabemos o que aconteceu naquela noite, mas ela conseguiu o apoio de César.
A sinergia entre os dois fez com que vislumbrassem um enorme império, com dois governantes poderosos. Era tudo que Cleópatra desejava, a figura masculina certa para mantê-la no trono do Egito, com o filho de César na barriga, um dos homens mais poderosos do mundo, parecia que nada poderia pará-la, quase ouço o suspiro de alívio.
César por outro lado, acredito que nunca tenha respirado aliviado, em Roma enfrentava uma guerra no senado com inúmeros conspiradores e pessoas que temiam que ele se tornasse um ditador.

A união com Cleópatra assustou ainda mais os romanos, poderia ter limites para as conquistas de poder de César?
Não tardou para que ele fosse assassinado,
Cleópatra estava sozinha novamente.

Para tranquilizar seu povo, ou sair por cima, ela inteligentemente se iguala a figura de Ísis e Horús, os Deuses Egípcios, ela como a reencarnação da Deusa Ísis, a mãe do Egito e seu filho, como Horús, que mais tarde segundo a mitologia vinga a morte do pai e reivindica o trono.

Ela ainda constrói um monumento fazendo exatamente essa menção, a propaganda política perfeita para se povo.

Sobre a regência de Cleópatra, pesquisadores afirmam que ela foi uma rainha eficiente, tanto que Marco Antônio lhe pedia ajuda financeira para suas campanhas de conquistas territoriais.


Ao conhecer Marco Antônio e saber da sua influência, também quis se unir a ele, precisava de uma aliado em Roma.

Marco Antônio era comparado ao Deus Dionísio, o Deus do vinho e das festas. Cleópatra precisava ser certeira nessa abordagem, ela então o encantou com festas, comida e relações íntimas, ao que parece Cleópatra arrebatou o coração e a mente de Marco Antônio.

Reconstrução do rosto de Marco Antônio.

Dizem os cientistas que esses prazeres combinados ativam em nosso cérebro o gatilho da recompensa e pode funcionar como uma droga.

Para os romanos , Marco Antônio foi enfeitiçado ou alienado por todos esses prazeres se transformando em uma marionete nas mãos de Cleópatra.

Para os homens daquela época Cleópatra era assustadora, uma mulher poderosa que enfeitiçava a todos, oferecia vícios e induzia os homens a se perderem.


Ela representava para os Romanos tudo que uma mulher ideal não deveria ser, assim como Marco Antônio, se tornando um homem que não conseguia controlar seus instintos e o exagero, assim sendo era considerado fraco e incapaz de governar.


A campanha para difamar Marco Antônio foi pesada, e trataram de arrancar o mal pela raiz, foi assim que Otavio Augusto, sobrinho de César ocupando agora seu lugar, solicitou a retirada dos poderes de Marco Antônio de Roma, anulando qualquer chance de influencia que Cleópatra pudesse exercer.

Por consequência uma guerra se inicia, mas Cleópatra e Marco Antônio levam a pior, perdem tudo, milhares de pessoas morrem, alguns historiadores dizem que Marco Antônio ficou sem falar por dias, completamente arrasado.

Cleópatra se exilou em um mausoléu sem esperança, acordando com Otávio Augusto que poupasse seus filhos, Cesarião(filho de César) e seus outros filhos com Marco Antônio para ela se entregar.

Marco Antônio desolado e ouvindo rumores de que Cleópatra estava morta, tira a própria vida. Cleópatra faz o mesmo, se suicida, não temos certeza se foi um cobra, mas segundo Plutarco durante os últimos dias se dedicou a testar em prisioneiros diversos tipos de venenos buscando o mais eficaz.

Otavio Augusto cumpre em parte o combinado, poupa apenas os filhos que Cleópatra teve com Marco Antônio, mas manda matar Cesarião.


Quase tudo que era de Cleópatra foi destruído, queimado e apagado, um nome que queriam esconder da História da humanidade. Porém muito ainda será descoberto, mais surpresas nos aguardam.

“Que um dia toda a verdade seja revelada, mas se nunca chegar esse dia, que nosso coração nos guie” .

Quer saber mais, inscreva-se na 4a semana da História da Arte, online e gratuito.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: