O Cristo Pantocrator e a  Arte Sacra Primitiva e Bizantina

O Cristo Pantocrator e a Arte Sacra Primitiva e Bizantina

 A Arte Sacra primitiva Cristã começou nas catacumbas, nos arredores de Roma, evolui para bizantina e até hoje podemos ver sua influência com o Cristo Pantocrator.

Devido as perseguições e mortes de muitos cristãos,  se fazia necessário encontrar refúgios para exercer a nova religião.

Somente em 313 d.C, os cristãos obtiveram a liberdade de culto religioso, após séculos de perseguição e martírio.

O concílio de Nicéia em 325 d.C buscou dentro dos interesses políticos do Imperador Constantino apaziguar as divergências religiosas. A falta de consenso e algumas questões polêmicas existentes era a razão de inúmeros problemas.

Constantino, o Imperador vigente, mudou a capital de Roma para Bizâncio.

Imediatamente, o nome da cidade Bizâncio foi alterado para Constantinopla, e finalmente para o que conhecemos hoje como Istambul.

O cristianismo se tornou a religião oficial do Império em 380 d.C através do Imperador Teodosio I.

Os cristãos evoluíram da arte até então primitiva para o que conhecemos hoje como arte Bizantina.

Nesse ínterim surge o Cristo Pantocrator carregado de símbolos e significados que logo se perpetuou até os dias de hoje.

 Vamos conhecer esses símbolos e seus significados na arte sacra bizantina?

 Na imagem abaixo temos pontos fundamentais para entender alguns aspectos do Cristo Pantocrator na arte bizantina.

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Cristo Pantocrator Bizantino – Museu de kariye – Istambul, TURQUIA

A característica fundamental da arte sacra bizantina, é representada pelo mosaico, elaborado cuidadosamente.

Formado por pequenas peças, tem em sua composição predominantemente o dourado do ouro puro ou fragmentos banhados em ouro.

Existe também uma iconografia de Cristo sendo simbolizado sempre da mesmo forma, o que chamamos de Cristo Pantocrator.

O Cristo Pantocrator é apresentado como conselheiro da humanidade, vitorioso em sua vida no céu depois do sacrifício prestado, para a salvação do mundo.

O Cristo é sempre representado com um crucifixo na cabeça, envolto por uma auréola em sinal de esplendor.

Na mão direita podemos observar a união dos dedos anelar e polegar remetendo a junção da vida humana e divina na pessoa de Jesus Cristo.

Do lado oposto, a mão esquerda segura um livro aberto, que por vezes pode estar fechado, ou mesmo ser um pergaminho.

Quando o livro está aberto, o versículo que nele aparece na maioria das vezes: “Eu sou a luz do mundo”.

As letra IC E XC, significam “Nome acima de Todo Nome”. Nos traços do rosto de Jesus seu aspecto é alongado, sobrancelhas arqueadas, olhos grandes e abertos voltados para o espectador, o nariz longo e delicado, bigode caído, cabelos ondulados formando  uma cúpula.

O pescoço a mostra é um sinal muito antigo, no passado acreditava-se que o Espiríto Santo morava na garganta. O Espiríto Santo é o “ar de Deus que na nossa laringe nos ajuda a ter folêgo e articula em nós palavras de vida”. O manto que cobre Jesus com a cor azul, simboliza que Ele está na glória de Deus.

Toda a simbologia da arte bizantina foi elaborada, lapidada ou adaptada com o objetivo único de evangelizar.

Enfim, a comunicação deveria ficar clara, para que o espectador captasse a mensagem do Cristo Pantocrator.

Influência da Arte Sacra Bizantina nos dias de hoje

Atualmente no Brasil, encontramos influência da arte sacra bizantina nas igrejas modernas. Atribuída ao saudoso artista Claúdio Pastro que desenvolveu trabalhos memoráveis e que podem ser admirados em inúmeras igrejas do nosso país.

Outros artistas também influenciados pela caraterística da arte sacra bizantina tem espalhado pelo Brasil trabalhos belíssimos.

Você pode saber mais sobre o universo da arte:

Curso online – Introdução a Historia da Arte.

Fernanda Rocha – Galeria419

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