A explosão artística de Vhils!!!

A explosão artística de Vhils!!!

A primeira vez que eu vi o trabalho de Alexandre Farto Aka Vhils, despertou minha  curiosidade, o resultado após a explosão me pareceu surpreendente, logo me interessei em saber quem era o artista.

No meu trabalho, muitas vezes as histórias que os artistas contam são melhores que as obras, outras vezes as histórias são partes desconectadas da obra, e pouquíssimas vezes, as histórias fazem sentido nas obras.

Quando ele começou a contar sobre como foi sua evolução artística, e de como chegou no resultado, fiquei aliviada, o sentido da história e da obra tinham tudo a ver.

Vhils como é conhecido, nasceu em Lisboa, Portugal em 1987. Desde muito jovem, observava as ruas da cidade, a diversidade cultural, as campanhas pró consumo, as mensagens de cunho político, as bandeiras levantadas em prol de diferentes ideologias, tudo expressado nas ruas, em lugares esquecidos e prédios abandonados em meio a grave crise econômica que afetou toda a Europa.

As propagandas, campanhas e manifestações eram expressadas de uma forma tão intensa, que por vezes essas mensagens eram colocadas em camadas uma sobre as outras. Com o tempo, Vhils passou a refletir sobre essas várias camadas nas paredes,  como resultado de evoluções de pensamentos ao longo dos anos.

Para Vhils, a reflexão está justamente na quantidade de camadas que vamos incorporando ao longo do tempo, permitindo que elas nos influencie e nos molde sem percebermos.

Diante dessa situação, ao invés de incorporar mais camadas, poderia transformar o que existe, esculpindo todas essas camadas, poderia dar forma, liberdade e rosto,  para as pessoas reais, que estão no meio do caos urbano.

A arte urbana tem esse poder, de humanizar por vezes o esquecido, de dar cor onde não existe, de confrontar o esperado com o surpreendente. Para tanto,  precisamos reeducar nosso olhar, para ver não somente o que está a nossa frente, mas o que podemos fazer com o que vemos.

Atualmente, Vhils trabalha com fotografias tiradas por ele ou sua equipe. Ele divide a maioria de seus retratos em três cores, e essas cores ajudam a fornecer profundidade – Por fim, o artista realiza seu processo de esculpir com martelos, brocas, gravuras ácidas, alvejantes e outras ferramentas.

Os retratos são produzidos em paredes de gesso e tijolo em todo o mundo. Outras obras incluem colagem, pasta de trigo, madeira, metal, instalações e muito mais.

Suas obra estarão em exposição até 29 de julho no Centro Cultural Centquatre-Paris, com o  tema, Fragmentos Urbanos, onde na inauguração 4 mil pessoas estiveram presentes.

Texto: Fernanda Rocha, curadora da galeria419.

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