A arte é o exercício de todas as Profissões – Emmanuel Nassar

A arte é o exercício de todas as Profissões – Emmanuel Nassar

A partir de 14 de abril, a Pinacoteca Estação recebe a retrospectiva do artista paraense Emmanuel Nassar (Capanema, PA, 1949). Com patrocínio de Credit Suisse, Emmanuel Nassar: 81-18 abre o calendário de exposições do prédio, que é da Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado.

Com sua produção, Nassar provoca reflexões sobre o “erudito” e o “popular”. Suas pinturas e objetos estão marcados por interações aparentemente banais: das logomarcas pintadas em fachadas de rua à geometria rigorosa que remete ao concretismo brasileiro; da pintura popular do circo e do parque de diversões que circula o país à ironia da arte-pop americana. Além disso, o uso de símbolos como a bandeira nacional, a logomarca da Coca-Cola e a referência à Hollywood estão também presentes sem hierarquias, mas apresentadas com um senso de humor irônico.

“O trabalho de Emmanuel Nassar é muito potente. Fez com que a crítica do sudeste repensasse a noção idealizada que existia do pintor dito ingênuo”, explica o curador Pedro Nery.

A mostra apresenta quatro décadas de produção, reunindo trabalhos conectados por temas que são recorrentes ao longo desse período. Serão abordadas questões sobre identidade, a pop-arte ou a iconografia circense. Serão mais de cem trabalhos, entre eles Receptor, de 1981, o mais antigo presente na retrospectiva e que marca uma guinada em sua produção artística. Também Fachada, obra do acervo da Pinacoteca que representa em escala real o pórtico de um circo de rua e que foi feita para servir de entrada para a sala do artista na Bienal de 1989.

“EN: 81-18” permanece em cartaz até 02 de julho de 2018, no quarto andar da Pina Estação – Largo General Osório, 66. A visitação é aberta de quarta a segunda-feira, das 10h00 às 17h30 – com permanência até às 18h00 – e entrada gratuita. A Pina Estação fica próxima à estação Luz da CPTM. Rua General Osório, 66 – Santa Efigênia – São Paulo – SP, 01213-000

Emmanuel Nassar 81-18

 

Texto: Fernanda Rocha – Galeria 419

A obra Bandeiras do Pará, foi um projeto surpreendente que merece ser comentado. Quando esteve na Alemanha, um curador lhe mostrou bandeiras de tribos africanas,   despertando grande curiosidade e interesse nas diferenças, nas tonalidades,   principalmente o conceito criativo e caráter antropológico. Voltando para o Brasil, pesquisou sobre as bandeiras do Pará e observou que todas essas culturas e influências também eram muitas ricas no Estado.

Ele idealizou  o projeto “Bandeiras”  em 1998, o objetivo era agrupar todas as Bandeiras dos Municípios do Pará,   para expor no MAM de São Paulo.

Entretanto, chegando próximo a data da exposição, não havia conseguido reunir todas as bandeiras. Foi então que decidiu pedir ajuda, em uma nota no jornal, explicou  detalhadamente o projeto,  e pediu  as Bandeiras para os moradores das cidades do Pará.

Uma verdadeira força tarefa se formou para levar as bandeiras para Emmanuel. As pessoas começaram a interagir com o projeto de maneira inesperada. Um belo dia de domingo, bateu em sua porta um Senhor de 75 anos, com a bandeira do Município de Marapanim (150km de distância de Belém), ele havia desenhando a bandeira quando tinha 14 anos em um concurso público na escola em que havia estudado.

O projeto foi muito além da ideia inicial, não se tratava mais de uma coleção de Bandeiras, mas sim, de uma coleção de histórias e emoções. Realmente a união entre o popular e o erudito, temas essenciais nas obras do artista.

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Emmanuel Nassar diz que a arte é o exercício ilegal de todas as profissões, porque para desenvolver seu trabalho utiliza conhecimentos adquiridos em engenharia, arquitetura e pesquisa constante em psicologia, sociologia, publicidade e etc.

Como em qualquer área, precisa de trabalho duro, desenvolver seu talento e criar oportunidades o tempo todo.

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